segunda-feira, 19 de julho de 2010

ETANOL DE CELULOSE


Há alguns anos no Brasil, empregam-se em escalas experimentais a produção de etanol a partir da celulose, também chamado de etanol de segunda geração. Trata-se de uma nova tecnologia que permite a produção desse combustível, hoje no Brasil obtido exclusivamente pela cana, por meio de hidrólise da celulose. Nessa nova alternativa, o etanol pode ser produzido a partir até mesmo de grama, lascas de madeira, celulose enfim; solucionando potencialmente problemas relacionados a produção de combustíveis com a utilização de safras alimentícias. Ocorre, no entanto, que ainda há um custo relativamente alto na aplicação desse processo, devido à utilização de enzimas especialmente desenvolvidas. No Brasil, a produção de etanol celulósico implicaria principalmente na utilização dos subprodutos bagaço e palha da cana, gerados nas usinas produtoras de etanol pelo modo convencional. Recentemente foi noticiado que a maior produtora de enzimas industriais do mundo, a dinamarquesa Novozymes, entrou em acordo com a brasileira Dedine, companhia que lidera mundialmente a produção de equipamentos voltados para o setor de açúcar e etanol, para então desenvolver combustíveis a base do subproduto da indústria canavieira. Devemos, então, estar principiando uma nova fase de desenvolvimento no setor. Poderíamos, agora, discutir o avanço ou mesmo a contenção da maior produção de dióxido de carbono que está por vir, será que alguém pensa em desenvolver algo com este fim? Pensa sim, e há pesquisas a respeito, embora sejam um tanto “distantes” da aplicação. Veremos na próxima postagem.

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