sexta-feira, 23 de julho de 2010

EDUCAÇÃO AMBIENTAL



Podemos definir educação ambiental como um processo político que possibilita a aquisição de conhecimentos e habilidades para a formação de atitudes e práticas de cidadania que garantam uma sociedade sustentável, conduzindo à melhoria da qualidade de vida e ao equilíbrio do ecossistema para todos os seres vivos.
Conceituar educação ambiental é a parte mais simples, torná-la efetiva está dentro de um processo extremamente complexo. Educação, em um contexto amplo, designa o aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano, processo que se inicia no nascimento do indivíduo. Educar enfaticamente ao meio ambiente, exige, inicialmente, atitudes educativas por parte da instituição mais presente ao indivíduo e responsável por ele, a família. Mas a família, tem essa cultura? Infelizmente não. Apenas os que estão envolvidos em questões ambientais têm preocupação verdadeira com o meio ambiente (ou deixam de tê-la, assumidamente ou não), por isso é necessário, antes de tudo, uma mudança de conduta da sociedade, para exercer de forma prática uma cultura que vise a promover e propagar a educação ambiental.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ENTROPIA


Conceitualmente, entropia é a quantidade de energia de um sistema, que não pode ser convertida em trabalho mecânico, sem comunicação de calor a algum outro corpo, ou sem alteração de volume. A entropia aumenta em todos os processos irreversíveis. Quando se utiliza do meio ambiente como matéria prima, extraindo, processando e submetendo-o a transformações, por mais que se pense em reciclagem, reutilização, sustentabilidade, etc; o que foi extraído, jamais voltará a ser recuperado. Estaremos, sempre, diante de processos irreversíveis e, compreendendo que a entropia está diretamente relacionada a processos desorganizados, estamos promovendo aumento constante de quantidade de energia processada de forma desorganizada, refletindo influências sobre calor, volume e inúmeras transformações. Cientistas ambientais trouxeram um termo, até então, utilizado convencionalmente na química, para explicar os acontecimentos ambientais e propor políticas de resolução.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ABSORÇÃO DE GASES ESTUFA POR CRISTAIS


Atualmente há estudos no desenvolvimento de cristais sintéticos capazes de absorver e comprimir gases em espaços ínfimos. As chamadas estruturas metal-orgânicas, MOF, são cristais metálicos porosos, levíssimos e estáveis, desenvolvidos pelo Instituto de Nanossistemas da Califórnia. Recentemente noticiou-se o aperfeiçoamento do cristal MOF-177 obtido anteriormente, resultando em duas novas versões, o MOF-200 e o MOF-210, capazes de armazenar o dobro de volume de gases em relação ao primeiro. Segundo os pesquisadores, a porosidade e a baixa massa dos cristais são peças chaves para absorver e comprimir grande quantidade de gases utilizando pouco material. A expectativa é de que os materiais em questão possam ser utilizados na criação de energias mais limpas e na captura de gases estufa, em especial o dióxido de carbono.

Esquema de como seria a estrutura dos MOF

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ETANOL DE CELULOSE


Há alguns anos no Brasil, empregam-se em escalas experimentais a produção de etanol a partir da celulose, também chamado de etanol de segunda geração. Trata-se de uma nova tecnologia que permite a produção desse combustível, hoje no Brasil obtido exclusivamente pela cana, por meio de hidrólise da celulose. Nessa nova alternativa, o etanol pode ser produzido a partir até mesmo de grama, lascas de madeira, celulose enfim; solucionando potencialmente problemas relacionados a produção de combustíveis com a utilização de safras alimentícias. Ocorre, no entanto, que ainda há um custo relativamente alto na aplicação desse processo, devido à utilização de enzimas especialmente desenvolvidas. No Brasil, a produção de etanol celulósico implicaria principalmente na utilização dos subprodutos bagaço e palha da cana, gerados nas usinas produtoras de etanol pelo modo convencional. Recentemente foi noticiado que a maior produtora de enzimas industriais do mundo, a dinamarquesa Novozymes, entrou em acordo com a brasileira Dedine, companhia que lidera mundialmente a produção de equipamentos voltados para o setor de açúcar e etanol, para então desenvolver combustíveis a base do subproduto da indústria canavieira. Devemos, então, estar principiando uma nova fase de desenvolvimento no setor. Poderíamos, agora, discutir o avanço ou mesmo a contenção da maior produção de dióxido de carbono que está por vir, será que alguém pensa em desenvolver algo com este fim? Pensa sim, e há pesquisas a respeito, embora sejam um tanto “distantes” da aplicação. Veremos na próxima postagem.

VALORIZANDO O SENSO COMUM


"Transportando de barco um pedante por águas revoltas, um sábio barqueiro humilde disse qualquer coisa que contrariava as regras gramaticais.
- Você nunca estudou gramática ? perguntou o erudito.
- Não.
- Nesse caso, a metade de sua vida se perdeu.
Minutos depois, o barqueiro voltou-se para o passageiro.
- Você sabe nadar ?
- Não. Por que ?
- Nesse caso, toda a sua vida se perdeu. Estamos afundando."

(Pequeno conto de sabedoria da Tradição oral oriental, retirado de Shah, 1985)

CIÊNCIA PÓS NORMAL



A ciência neutra, despojada de valores e acreditadamente correta, abre espaço a uma nova metodologia baseada no reconhecimento da incerteza, complexidade e qualidade, a “ciência pós normal”. Embora a ciência tenha representado a propulsão do desenvolvimento tecnológico, as questões ambientais trazem-lhe novas necessidades ligadas a aplicação de fatos científicos e remediações de patologias causadas pelo sistema industrial. Trata-se de uma nova vertente de pensamento, na qual o controle da qualidade dos resultados da pesquisa não deve ser mais delegado a comunidades isoladas e sim debatido por todos os afetados.

sábado, 17 de julho de 2010

NO AR: CONTEXTO NATUREZA


REFLETINDO SOBRE O HOMEM DENTRO DO CONTEXTO NATUREZA:

Enxergar-se dentro do meio ambiente a ser preservado, trata-se de incluir-se no processo de degradação constante dos recursos do nosso planeta. Desrespeitando a natureza, desrespeita-se além dos outros animais, o animal humano e suas futuras gerações. Consciência, sensibilidade e atitute ambiental são deveres inerentes à condição humana, além de serem componentes essenciais dos direitos das gerações futuras.